Começo

O tumulto ardente
Uma ansiedade saudável
De prazer palpitante
A arrepio afável

Aquela pluralidade constante
Com renovação regular
Na vanguarda eloquente
Este apaixonar

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Sinto

Sinto fraqueza
Sinto injustiça
Sinto pobreza
Sinto indiferença

Sinto revolta
Sinto história
Sinto cansaço
Sinto recomeço

Sinto bem
Sinto mal
Sinto isto
Sinto-me…

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Evolução

Admitindo a realidade onde há início, meio e fim, as experiências ocorridas durante o estado intermédio por vezes assemelham-se ao longo dos tempos. Em maior ou menor escala, com outros protagonistas e ou objectos.

O acumular de experiências origina a evolução.

 

Esboço gráfico. Estando duas situações não representadas em pleno. A convergência entre a ondulação evolutiva e a linha de experiências semelhantes em maior ou menor escala. E o instante do fim não pode ser determinado (por agora).

 

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Vivência indecidida

Será incorrecto escolher? Escolher entre uma ou outra pessoa?
Será adjectivar pessoa como objecto?
Será sentimento erróneo?

Será contrário?

Será afecto?
Será paixão?
Será amor?

Estou vivo.

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A intensidade do amor

Amor é fogo que arde sem se ver (Luis de Camões).

Não foi escrito ao acaso. Tentarei contribuir aproveitando o privilégio desta visão contemporânea.

Continua a arder sem se ver, no entanto o fogo varia a sua intensidade.
Como um sistema para aquecimento da água. Utilizando gás. Reconheço a ausência do toque romancista, Camões não sou.

O paralelismo…

Existem dois tipos de aquecimento a gás em botija e natural.
No caso de botija ter-se-á a tendência para renovar semanalmente, é descartável.
Mas desenganem-se aqueles ao pensar o natural dá menos trabalho, precisa de uma vistoria periódica para prevenção de fuga.

Acende-se a chama (fogo) no esquentador. Deixamos a água correr. Precisamos de ou mais quente ou morna dependendo da temperatura. Por vezes a água é fria. Apagou-se a chama ou existe um problema técnico.

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Reflexão

Liberdade é sempre relativa.
Uma ave é livre relativamente à circunferência atmosférica da Terra.

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Velhice é uma chatice

Preâmbulo: Entenda-se a palavra “deus” como sinónimo de “ignorância”.

O que se ganha com a idade? Isto está tudo mal feito.
Segundo alguns, factos não há, aquele ser superior que nos criou não nos criou à sua imagem. E se criou, aldrabou. Ele é imortal, valha-te deus! O ser humano vive em média até aos 70-80 anos, com boas condições de saúde. Insisto… Aldrabão! Até digo mais… Preguiçoso! Custava muito dar mais uns 100 ou 200 anos? Dirão: oh, isso depois era uma seca! Oh teu deus! Isso é como dizer que o dinheiro não traz felicidade. Está-nos no sangue. São as regras da sociedade. Aldrabice? Ou propositado? Ou influência? Não sei. Sei que até para completar uma simples caderneta de cromos é preciso trocar com alguém os mesmos. E como diz o outro «um vintém é um vintém, um cretino é um cretino». Não é pelo facto de termos muito ou pouco dinheiro que seremos boas ou más pessoas. A educação tratará do carácter de cada um. Saúde? Acho que não olha para a carteira. Nós é que temos a responsabilidade de a estimar. Felicidade idem aspas.
Retomando a aldrabice… Igualmente podia dar um jeitinho na aparência física. É que não convém em nada.
Isto deveria ser assim: vivíamos o tempo que quiséssemos e sem sinais de degradação físicos ou mentais.
Como isto está feito, a velhice é uma chatice!

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Reflexão

Escrever é pensar. Não é proporcional se muito ou pouco.

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Língua morta? Não, oportunista!

Passar de cavalo para burro. Ou pela boca morre o peixe. Algumas das conclusões, com a ajuda popular, que se pode chegar com este novo acordo ortográfico. A Língua Portuguesa é dotada de um vasto léxico sendo-nos útil em muitas coisas. Porque será que nos adaptamos tão bem a outras línguas? E o nível de complexidade que lhe é inerente far-nos-á mais incompetentes a nível cognitivo?
Novas Oportunidades. Entre outros, de negócio com sotaque brasileiro.

Que “saudade”!

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Yin-Yang

Fiquei a rir sozinho.

Vou de carro, a gasolina 95 sem chumbo, e com um cigarro na boca. Passo por uma pessoa, de t-shirt e calções, que ia de bicicleta.
A única coisa que tínhamos em comum? Estarmos sentados.

Que raio de “evolução” é esta?…

Cada vez mais estou de acordo que o ser humano não pertence aos mamíferos. Assemelha-se aos vírus.

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